Consuma com responsabilidade tudo o que comprar, além de preservar o meio ambiente você ainda contribui para um mundo melhor.
Eliane Batista Barbosa
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Coloco uma pergunta, direta, mas longe de ser simples, que poderia receber qualquer resposta: É possível termos tudo o que queremos??
(Perdoa-me a eventual resposta seguinte… no entanto, infeliz-felizmente, é cada vez mais habitual dizermos o que somente antes pensávamos).
“Estás louco?! Eu não ca** dinheiro!!”
Querer ter tudo o que se quer pode ser muito prejudicial, gerar frustração. Ter coisas dá trabalho. Quanto mais coisas tiveres, mais trabalho terás para mantê-las! É importante procurarmos consumir com consciência não apenas para a nossa saúde mental e financeira, mas também para a saúde do planeta em que vivemos. Tu já paraste (de verdade) para pensares nisso??
Em suma, vivemos em uma era de consumo desenfreado, onde as nossas escolhas diárias têm um impacto significativo não apenas nas nossas vidas, mas também no meio ambiente e na sociedade como um todo. Nesse contexto, entender o verdadeiro significado do consumo consciente é essencial para promover mudanças positivas no nosso estilo de vida e no mundo ao nosso redor.
“Mas o que é isso de consumo desenfreado??”
Os termos consumo desenfreado e consumismo são ambos sinónimos, e podem definir-se como o comportamento habitual ou tendência de comprar e acumular bens e serviços de forma excessiva e desnecessária, muitas vezes impulsionado por publicidade (que não mede consequências) e pelo desejo de status social, em vez de necessidades reais.
“Pois, mas isso não se aplica a mim?!”
É possível, porém, ao não haver reflexão sobre a real necessidade ou benefício que aqueles itens trarão, um indivíduo entra em um ciclo vicioso de querer mais e mais. O problema é que, a longo prazo, ele é capaz de causar diversos prejuízos. Financeiramente, pode gerar endividamento e uma constante pressão de contas e dívidas acumuladas. A saúde mental é também uma área que pode ser afetada, pois a pessoa sente-se frustrada por não encontrar a felicidade que esperava ao adquirir tantas coisas. A partir desse ponto, podem surgir impactos ligados à autoestima, relacionamentos, desempenho profissional, etc.
“Certo. E o consumo consciente é o inverso?!”
O consumo consciente vai além de simplesmente parar para refletir se essas compras realmente trarão felicidade ou satisfação duradora. Trata-se de uma mudança de mentalidade e de comportamento, que envolve estar sempre atento aos impactos que as nossas escolhas podem ter no futuro. Ao consumir de forma consciente, procuramos minimizar os impactos negativos das nossas decisões, tanto na economia global, quanto no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas.
“E o que isso tem a ver com finanças??”
Num mundo onde problemas como as mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais são cada vez mais urgentes, o consumo consciente surge como uma resposta essencial para combater os efeitos negativos do consumismo. Ao adotar práticas de consumo mais responsáveis, os consumidores contribuem para a preservação do meio ambiente, a redução do desperdício e, o fortalecimento de práticas sociais e económicas sustentáveis. A educação financeira e o consumo consciente são assuntos que andam de mãos dadas. Não há sustentabilidade financeira, emocional ou ambiental se as pessoas procuram o consumo desenfreado.
Felizmente, cada vez mais estamos conhecendo iniciativas que visam educar as pessoas para se organizarem financeiramente e consumirem de maneira equilibrada. Em vários países na Europa e nos EUA estas ações já acontecem de forma mais intensa, com o movimento “slow consumption” e entre outros.
Pensa na tua educação financeira como uma das ferramentas que vão ajudar-te nesta caminhada. E acredita: é mais fácil do que pensas! Vais ser mais consciente?!

Se não houver pessoas a dizerem o que é crucial ouvir, não existe mudança alguma!
Amei a frase do “Estás louco?! Eu não ca** dinheiro!!”.
A orientação da equipa ao longo do processo foi impecável.
Aprendi que o consumo consciente começa com o autoconhecimento.