Aposentar-se da sua carreira principal não é simplesmente um ato de conclusão, mas, de forma mais oportunista e relevante, um ato de início e a promessa de um futuro significativo.
Allan Spector
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Esqueça tudo o que já ouviu falar sobre a reforma. Aliás, esqueça a ideia de se reformar… A reforma ou aposentadoria, no sentido que o senso comum dá a essa palavra, é um conceito ultrapassado se consideramos o estilo de vida que todos queremos e procuramos ter.
PASSADO VS PRESENTE
Há três ou quatro décadas, todos planeavam trabalhar por 30 ou 35 anos, e então reformarem-se e viverem tranquilamente, sem preocupações, pelos 10 ou 15 anos que lhes restassem de vida. Ao aposentarem-se, não sofriam e não davam trabalho a ninguém, pois viviam da Segurança Social e dos complementos gerados pela recolha do fundo de garantia e pela venda de algum bem adquirido ao longo da vida. Naquele tempo, a aposentadoria representava a meta final num projeto de vida.
Hoje, ela marca o início de uma etapa que pode ser longa a ponto de não conseguirmos ter uma noção exata do que esperar dela. Não temos sequer referências, pois, mesmo que a nossa geração antecedente tenha tido uma vida longa, eles estavam em um contexto bastante diferente do atual.
Estamos vivendo mais, com melhor qualidade, custo de vida mais alto, e maior nível educacional e cultural. Após desfrutar de tantas experiências de consumo e lazer, ninguém estará disposto a simplesmente aceitar um estilo de vida com escolhas limitadas pela falta de dinheiro.
CURTO PRAZO VS LONGO PRAZO
Infelizmente, a maioria de nós ainda planeia trabalhar por 30 a 35 anos, mas sem grandes cuidados para garantir que de facto esteja bem a partir de então. Em geral, a reforma ‘formal’ ainda se dá por volta dos 66 anos, ou meia década mais cedo para o setor público. Porém, o sentimento a partir daí normalmente é de frustração, seja pelo rendimento insuficiente, seja pela falta que faz a saudável e construtiva rotina de trabalho.
Bancos, empresas relacionadas, fundos de pensão e o Ministério da Segurança Social preconizam que as pessoas precisam poupar mais, para que as contas dos Planos Poupança Reforma Pública e Privada fechem. Mas será que isso basta diante de modelos e serviços pouco eficientes para as ambições de uma população cada vez mais consciente da sua necessidade de bem-estar?
PESSIMISTA VS REALISTA
Poupar mais resolve o problema, ou amanhã seremos levados a fazer ainda mais esforço? Essa solução simplista de poupar mais é, na prática, inviável. A pressão por gastos cresce, a inflação nunca esteve de facto sob controlo, os rendimentos dos investimentos são decrescentes, a expectativa de consumo só aumenta e a capacidade de poupar está longe do ideal.
Porém, calma lá! Não é o cenário que está contra os nossos planos. O problema está na fórmula que adotamos para tentar enfrentar essa situação. Ela simplesmente já não funciona! A sua vida mudou, a economia do país mudou, e a sua relação com o dinheiro também está a mudar…
É preciso adotar um novo modelo para planear o futuro, já que as soluções para sobreviver no contexto atual não são convincentes. O seu voto de confiança na Capital Futuro, Unip. Lda. será valorizado e recompensado de igual modo ao ajudá-la/o a definir os planos para a sua prosperidade. Você está disposta/o a escrever a própria história?!
